na catraca

11.05.2007

1,2,3

Buenos,
pra dar uma aquecida no inverno primaveril paulista, algumas folhas soltas pelo ar.
Partes de um processo.
Muitos colegas perguntam sobre como fazemos o Contínuo, ao que minha resposta sempre parece vaga, algo do tipo: "sei lá, a gente senta junto, discute os roteiros, o processo, e faz" mas a verdade é que, como trabalhamos em grupo, ou respondemos pelo grupo ( o que, salvo engano, seria uma variação da frase acima) ou enunciamos nossos processos particulares em seus detalhes específicos. No que toca os processos pessoais, posso dizer algumas coisas:
Todos trabalhamos de jeitos completamente diferentes. Embora conheça o "jeito" de trabalhar dos amigos Contínuos, não vou falar deles, fica aí o convite aos amigos pra "abrirem os baús" de seus processos, quanto a mim, vejamos:
Primeiro, posso dizer que, salvo exceções, não tenho um "jeito" de trabalhar, a não ser, talvez, por algumas manias que mantenho, mas enfim. O que quero dizer é que cada nova história me propõe uma nova dinâmica de trabalho, e isso em geral se reflete no tipo de desenho que vai sair no final. bem, todo esse papinho pra dizer que agora estou experimentando um outro "jeito" que gostaria de compartilhar com vocês, então vamos lá:
1
Como o projeto em que estou trabalhando atualmente é em duas cores, estou construindo a imagem já a partir das cores em que será impressa. nesse caso, defino primeiro o lápis.
2
O segundo passo é definir as áreas de cor. Aqui, trata-se de uma variação de cinza e um azul.
3
Uma vez com as cores definidas, vou pro nanquim e finalizo a coisa fechando as áreas de preto e definindo melhor os contornos do desenho.
Depois disso, quase não tem mais o que fazer. A imagem vai pro scanner, aí é tratar os tons, cortar, balonizar, editar...
abraços
alcimar frazão

11 comentários:

André disse...

Alcimar, meu velho.

Vc está revolucionando o conceito de virtuose.

Tá tão bom que dá vontade de chorar (e olha que não chorei nem no meu casamento - pq eu sou bruto, vc sabe).

O mundo que te aguarde.

André disse...

Ow...

Um passarinho de boné branco me contou que vc amplia fotos e usa a mesa de luz... é verdade?

Se vc fez isso nesse trampo, retiro tudo o que eu disse.

dim! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guilherme L. Cunha disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
O Contínuo disse...

aê andré valeu pelos comentários. acho que foi um tanto exagerado no tom, mas fico agradecido.
quanto ao passarinho de boné branco... achei que você já tivesse aprendido o bastante sobre acreditar nele...
estou mesmo tirando foto de quase tudo que seja útil pra história, e acho que foi acertada essa escolha, o desenho melhorou.
quanto a mesa de luz... num é que é uma boa idéia. vou experimentar!

Guilherme L. Cunha disse...

Ô Alcimar, seu picareta sem vergonha!!

Excluiu minha mensagem do Blog, é!!!????

Nada mais ditatorial, só pra que ninguém visse o seu segredo, da mesa de luz, revelado, seu sem-vergonha!
Deixa de ser apelão! Vou experimentar... Você já faz isso há mó tempo!!

É o seguinte, minha gente: ele tira foto de tudo, mexe no computador pra ficar do jeito que quer, imprime e depois cpoia tudo na mesa de luz!!! hahaha, seu sem-vergonha!!

Volta pra escola de desenho!! O que o Roger Cruz diria disso?? E o Frank Mignola??

Abraços e saudades.
Guilherme
E se você apagar de novo você vai se ver comigo!!

André disse...

Frank mignola?

Só o Guilherme, mesmo...

Mas então, Cimá... retiro o que eu disse sobre revolucionar o conceito de virtuosidade (caso seja mesmo verdade... pode ler lá que há um "se" na frase). Seu traço é mto bom, mto bom mesmo, e vc sempre teve um cuidado especial com cenários... eu sei, portanto, que vc não precisa usar mesa de luz. Mas me lembro tb que vc criticava o Bottino (e eu tb) por pegar fotos, transformar em PB, jogar alto contraste e depois copiar... afinal fica tudo mastigado (é mais fácil imprimir).

Em tempo: que eu saiba, o Bottino só fez isso uma vez.

Enfim, vc faz o que quiser que não tenho nada com isso... eu só quis retificar meu cometário (pagar de babão eu posso, mas criticar não, né?).

Vc e o Guilherme q se acertem.

Gde abraço

O Contínuo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Contínuo disse...

guilherme,
meu processo de trabalho nunca foi segredo pra que alguém o revelasse e, sinceramente, achei que você fosse a última pessoa que eu veria defendendo o purismo formal. rsrs
além do mais, agora não desenho mais, estou fazendo cinema por outros meios. rsrs.
abraços
alcimar frazão

O Contínuo disse...

ah, lembrei, removi seu comentário por pura falta de habilidade com essas coisas da informática. acredite ou não, não foi de propósito.
ab.
a.f.

Guilherme L. Cunha disse...

Eu não defendo o purismo formal. O que não defendo é picaretagem! Quer dizer que assumiu que usa a mesa de luz, né?! Até então, "estou melhorando meu desenho"... "obrigado, agradecido" E o que é pior, virou artista!!! Então já que é artista-cineasta, deveria não desenhar, e usar a fotografia direto, uma montagem fotográfica. Aí seria mais interessante. Mesmo porque cinema é montagem.

E removeu na pilantragem que eu tô ligado! Sempre a velha desculpa da falha técnica!

Beijos