na catraca
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3.17.2010

5 anos de Contínuo

Feliz aniversario Contínuo! Há cinco anos, o Pedro, o Carlos e eu, ainda estamos lá, tropeçando na saída da gráfica com a primeira edição do Contínuo.

Alguns meses antes, o Mathé, o Carlos, o Pedro, o Alcimar, o André e eu, continuamos conversando em uma das salas de aulas da faculdade sobre como queremos que a revista se chame.

Voltando mais ainda no tempo, acabamos de decidir usar o dinheiro que acumulamos com freelas de design para realizar nosso sonho: FAZER QUADRINHOS.

E, finalmente, se resolvermos dar uma olhada bem lá no começo, todos nós, que fazemos parte do Contínuo, estamos optando pela faculdade de artes plásticas, pois amamos quadrinhos e acreditamos que é o jeito mais fácil de atingir esse sonho.

É isso mesmo: hoje o Contínuo faz 5 anos!

Amamos essa revista, amamos quadrinhos e, no fim das contas, nenhuma das dificuldades que encontramos pelo caminho são maiores que esse amor.

Obrigado a todas as pessoas que já passaram pelo Contínuo, a todos aqueles que nos ajudaram e que colaboraram com a revista e, principalmente, aos leitores que são os grandes cúmplices nesta jornada.

FELIZ ANIVERSÁRIO CONTÍNUO!

10.07.2009

sobre smith - uma história inacabada



Há seis meses, quando a crise financeira vivia seu auge aqui no Brasil, o então editor de especiais do estadao.com.br Daniel Jelin (espero que esteja dando crédito à pessoa certa, caso contrário, mal aí Thiago Braga ou Daniel Lima, possíveis autores da ideia) achava que a história da crise poderia ser contada no formato quadrinhos. Como o Pedro Bottino e eu, Carlos T. Lemos, trabalhamos lá, ficamos incumbidos de tentar dar vida à história.

Eu fiquei com os roteiros, cor e programação em Flash (com a ajuda sempre preciosa da Carol Rozendo) e o Bottino com os desenhos. Todo o roteiro foi criado em cima do texto do Jelin, que havia decido o que contar dessa saga da economia real. Mas me deu liberdade para mexer no que eu achasse necessário.

Fiz então um projeto alla Scott McCloud (referência do Jelin). Mesmo que eu não ache bom nem um décimo do que as pessoas acham dele, em alguma coisa ele acerta, e ao menos quando se fala formalmente de quadrinhos na rede, ele está anos luz à frente da média. O sentido de leitura seria aberto ao interesse do leitor, e qualquer ordem em que se lesse sem repetir os quadros faria sentido (aliás, pergunta culturete mala: porque usar "quadrinhos" e não "quadros", uma vez que o conceito da palavra quadro não estipula tamanho, e o diminutivo faz com que semanticamente o conceito "quadrinho" remeta a uma arte menor?).

Mas o diabo mora ao lado, e se tem um culpado dessa ser uma obra inacabada, talvez seja eu. Me empolguei, criei personagem e fiz juízo de valores. Acabou perdendo o registro jornalístico, e apesar do Thiago Braga (o responsável pela arte do portal) e o Jelin gostarem do projeto, ficou a dúvida se aquilo deveria ser publicado. Ficou pra se discutir mais tarde.

E de repente ficou tarde demais.

A crise estava passando, o assunto esfriou, enfim. A publicação perdeu o sentido. Pedi a autorização pra publicar o material aqui na catraca. Eles aceitaram. Como faltavam algumas páginas do roteiro e a finalização de parte das páginas, ficamos eu e o Bottino de dar um jeito pra sair por aqui. Mas, sei lá. Acho que o registro inacabado tem mais sentido do que finalizado. A piada final não está lá muito de acordo com o que acredito de como o governo lidou com a crise, e passado um tempo, fica mais discrepante ainda a posição tomada, porque o Brasil foi o último país a entrar na crise e o primeiro ao sair.

O lápis azul, a cor mantida na base, onde a base foi feita, é pra mim hoje muito mais interessante. Então vale mostrar aqui o que foi feito. E agradecer a oportunidade que eles (Thiago, Jelin, Lima e Carol) deram pra trabalharmos por uma semana nisso. (Sim, isso aqui é trabalho de uma semana, corremos pra caralho).A imagem abaixo mostra a distribuição virtual das páginas. A janela só permitiria mostrar uma página por vez, e a navegação faria uma máscara no resto
Esquema das páginas

7.27.2009

projetos para o futuro

Projetos d'O Contínuo - Alcimar

Após uma semana corrida para todos aqui, uma pausa para respirar. Os desenhos aqui são de alguns projetos futuros, que estivemos desengavetando.

Agora é voltar a por a mão na massa do #8.

Projetos d'O Contínuo - Bottino

Fica a recomendação das páginas pessoais do Pedro Bottino e do Alcimar Frazão:
• Bottlog - O Blog do Bottino
• código e processo

6.30.2009

e se... o bottino contra todos!

Essa é uma história que definitivamente deveria ficar na gaveta, mas e daí? A revista é nossa, o protagonista ainda se encontra entre nós, por que não mostrar como poderia ser a última edição se um de nós tivesse ficado até o final?
Marina por Bottino - Detalhe da página 1Originalmente, a parte da Marina na sétima edição não seria desenhada pelo Olavo. Quem estava incumbido dessa parte era o Pedro Bottino (desenhista do clássico "Cerrone e o Ogro" entre outros). Na época da fatura do especial "Câncer" nos dividimos em dois grupos, pois deveríamos lançar "Marina contra todos" um mês depois de soltar o "Câncer".

Olavo, Mathé e eu (que seria pai), ficamos responsáveis por tocar uma edição e Pedro, Dalton, Bottino, Alcimar, Juarez e Julia resolveriam o #7. Com os atrasos cada vez maiores no "Câncer", pensamos até em lançar uma outra revista antes e isso era fevereiro de 2009. Mas a vida não andava mole pra ninguém. O Mathé iria para França, tava numa treta pessoal, eu corria para arrumar minha vida e ser pai e o Olavo se preparava para se formar. Foi aí que soubemos que o Bottino não poderia mais continuar a Marina. O antigo trampo dele o consumia demais e ele não sabia o que fazer, uma vez que dependia do trampo.
Marina por Bottino - Detalhe da página 2Ele até fez um esforço, mas em maio, quando lançamos o "Câncer", ele ainda não conseguira criar um ritmo e todo mundo achou que era melhor passar pra quem tava com o dedo no gatilho. Olavo assumiu o lápis e Alcimar a tinta.

Só que, como disse antes, a vida num é pudim, e, em junho, o SESC nos convidou pro lance do Cazuza. Como o Alcimar era o único realmente disponível, até nós ficamos contra Marina. Era uma oportunidade única. Depois, o Olavo ainda deu uma pequena atrasada por causa do TCC.

Quando finalmente lançamos o treco, o Botta já estava com as malas prontas pra ir trabalhar ao meu lado no Estadão.com.br, O Contínuo #8 já estava na 2ª rodada de roteiros revisada, eu era pai de dois moleques da hora, e o Mathé já estava mais que ajeitado na França.
Marina por Bottino - Detalhe da página 3Hoje, acho que o grupo precisava disso. 2008 foi um dos anos mais corridos do grupo, graças ao esforço de todos e a entrada do Vitão da Núcleo Base. Em outubro do ano passado garanto que ninguém aqui pensava assim.

O que sobrou disso tudo, além da revista, são as quatro páginas que ilustram essa postagem. São tão boas quanto as do Olavo, só que diferentes. Dá pra ter uma boa noção de como Marina era no começo de 2008 e de como ficou no final. É engraçado pensar que, assim como todo mundo da revista, o ano mudou a Marina pra caramba.

A vida pode não ser uma gelatina, mas às vezes é como um refrão dos Rolling Stones.
Marina por Bottino - Detalhe da página 2